“Eu sou tudo o que você quiser que eu seja, mas não se esqueça, eu sou isso também.”
(Jamille Tedesco)
Fabíola Colares.
Mineira, de Teófilo Otoni – Minas Gerais. Capixaba por opção criada em São Mateus, interior do Espírito Santo. Nasci em 27 de setembro de 1974. Portanto, atualmente tenho 36 anos.
Filha de Narciso e Mercedes.
Irmã de Ramayanna.
Neta de José e Dinah, pais do meu pai, e de Hélio e Maria, pais da minha mãe.
Sobrinha de (ai meu Deus, é gente, hein?): Gilda, Liriah, Cynthia, Cirne, Giovani, Ciro, Gilson, Joaquina, Dinah, Saulo, Thanízia, José, Ayesha, que são irmãos do meu pai.
Heloísa, Mª Helena, Hélio, Penha, Edmundo, Conceição, Gracinha, Angélica, David, Luciana e Mateus, que são irmãos da minha mãe.
Prima de mais de 120 pessoas, diretamente. Afinal, tenho 25 tios.
Mãe de Enrique, aos 25 anos.
Amiga de algumas pessoas. Não é para todo mundo.
Divorciada. Casei em 1997, no cartório, em 10 de setembro de 1997, e na igreja católica, em 11 de outubro do mesmo ano. Fiquei casada oficialmente até 2007, mas o processo de separação começou em 2004.
Sou filiada ao PC do B, desde 1994.
Libriana, com ascendência em gêmeos.
Escritora e poeta. Tem diferença sim. O escritor faz narrativa, compõe textos, conta histórias e cria. O poeta cria poemas, com ou sem rimas.
A minha caminhada em busca da espiritualidade é longa. Não houve, dentro das minhas possibilidades, uma só igreja que eu não tenha ido para conhecer a doutrina. Nasci e fui batizada na igreja católica apostólica romana. Fiz primeira comunhão, fui crismada, estudei 3 anos num convento, me casei na igreja católica e batizei meu filho na mesma.
Aos 12 anos, quando meu pai faleceu num acidente de carro, por influência da minha tia Conceição, fui conhecer a Igreja Messiânica, que tem a prática de canalizar a luz divina para a cura com a imposição das mãos. Essa prática é denominada Johrei.
Depois, conheci a Igreja Maranata, a Assembleia de Deus, Deus é Amor, Batista, Batista do Calvário, Igreja Católica Brasileira, Pentecostal, Presbiteriana, Budista, Umbanda, Kardecista, Luterana... Li todos os livros do Chico Xavier – será que ele também é do diabo? – e foi com os mórmons que descobri e recebi o DOM DO ESPÍRITO SANTO.
Passei pelo batismo nas águas, tudo certinho, como manda o figurino, porque não tinha paz. Desde pequena vejo coisas, pessoas e tenho premonições. Nunca errei uma. Só que chegou um tempo que isso começou a me perturbar. Foi depois que tive meu único filho. Aí, como não tinha informação ou orientação, depois de procurar vários lugares e ter ouvido de vários pastores que estava possuída pelo demônio, duas sisters, Hibner e Johnson, começaram a me orientar espiritualmente. Os irmãos da igreja e as pessoas mais velhas começaram a me explicar sobre a ligação da gente com Deus e conheço todas as práticas cristãs.
Muitos anos se passaram até que fui levada a conhecer uma casa de Candomblé. A zeladora espiritual da única casa de Candomblé que já tive a oportunidade de conhecer até então, começou a doutrinar a energia que me “perturbava” tanto. Entrei para a casa em outubro de 2005. Dia 16 de agosto de 2008, entrei para começar oficialmente os meus preceitos espirituais e ser iniciada como sacerdotisa na religião. Quer saber mesmo o que é candomblé? Entra no preceito para ver como é que é.
Fui apresentada à sociedade, junto com mais dois irmãos, como uma iniciada nos ritos SAGRADOS e nas tradições SECRETAS da religião, no dia 06 de setembro de 2008. Passei pela purificação, cumpri todos os preceitos exigidos. Fiquei deitada, incomunicável, por 21 dias, dormi na esteira, tomei banho de joelho, de balde e caneca, com água fria, usei só branco, andei de cabeça baixa, olhar baixo, voz baixa, comi com a mão, não podia sentar no alto, fiquei de preceito sexual, sem fumar, sem beber bebidas alcoolicas... por 111 dias.
Durante esse período, 3 meses e 21 dias, não foram raras as vezes que me chamaram de macumbeira, adoradora do diabo, demônio... Perguntavam aonde era a minha banca de acarajé e não houve um só dia que não ouvi de algum ignorante, sim ignorante: “O sangue de Jesus tem poder!”, “Ta amarrado em nome de Jesus!”, “Queima, Senhor!”, “Misericórdia, Senhor!”.
Eu abaixava minha cabeça e ouvia, muitas das vezes, calada, enfrentando o PRECONCEITO, a IGNORÂNCIA, a PREPOTÊNCIA, a INTOLERÂNCIA daquelas pessoas que me agrediam por falta de conhecimento. Uma pena, pois existem diversos meios de se conhecer uma religião. Um deles é chegar para a pessoa que a pratica e perguntar o que significa tudo aquilo.
E olha, não foram poucas as vezes que me pegaram de mau humor e eu respondi na lata ao “Sangue de Jesus tem poder!”, com um E O DO BODE TAMBÉM.
Aprendi a rezar, a cantar, a orar, a louvar, a cozinhar, a trabalhar pesado em nome da minha fé e em nome da caridade com o próximo. Venho aprendendo a prática da humildade e da doutrina e mesmo errando tanto, sei que não estou no caminho errado.
Hoje, além de tudo o que eu sou ou já era, sou uma Mona riá Nkisi, ou filha de Santo. Sou iniciada há pouco mais de 2 anos e tenho todas as minhas obrigações em dia. Além de ser conhecida como Fabíola Colares, sou conhecida também pelo povo do Santo, como Nzungule diá Nzambi. Sou filha de Nsumbu, que é o Pai da cura, o senhor da Terra, o início e o fim.
Quer saber um pouco mais sobre mim, sobre a minha religião, sobre nossos preceitos? Pode perguntar diretamente a mim. Não me julgue como DIABO ou adoradora dele. Se você foi à macumba alguma vez e tudo deu errado é porque a sua fé anda precisando ser revista. A minha está em dia. Portanto, pode me chamar para ir à sua igreja que será um prazer, pois eu estudei o Evangelho e sou tocada pela palavra de Deus a ponto de praticar os ensinamentos de Jesus: “Amai-vos uns aos outros como eu vos amei.” E “Não faça com os outros o que não gostaria que fizesse com você.”
Que o meu Pai nos abençoe.